domingo, junho 07, 2009

Hoje o meu trovador resolveu aparecer, ou melhor, atirar pela janela do meu quarto uma rosa enrolada num papel amarelado. A mensagem era a seguinte:


20 e 23


Muito raramente muda
Primeira impressão
Uma longa impressão
Demente feito a gente

Bruxa e anfetamina
Um doce de menina
Corava a minha tez
Treze e dezesseis

A timidez era tanta
- enorme – quanto
O tempo que se repete
Quatorze e dezessete

Passado foi, senão
Presente é projeção
Amigos outra vez
Vinte e vinte três

Muito raramente cura
Reprimida paixão
Um capricho de paixão
Latente feito a gente

Joaquim Chumbo*

Corri para a janela, ele não estava mais lá...

* Joaquim Chumbo é poeta piauiense e vive pra lá do rio Parnaíba.

2 comentários:

Danilo disse...

o tempo n existe mesmo, somente recortes do jornal de nossas vidas. manchetes q ainda n foram publicadas, classificados onde n ligam compradores... por favor, n faça piada c jornal! bj, gata raiada dos jardins da minha memória.

Tyr Quentalë disse...

Jô,
Em breve o Parreira estará recebendo os exemplares dele do Fiat Voluntas Tua, então ficará mais fácil para vc poder comprar.
Grata pela atenção,
Rúbia Cunha (Organizadora)