Depois de vários episódios tumultuados e de muitas coisas dando atravessadas (não vou usar termos negativos!), meu namorado cogitou a possibilidade de eu estar com o encosto do Codó. Codó é o apelido de um amigo dele que tem não só o pé, mas todo o corpo frio. Detectado o encosto, fui mandada ir à missa. Eu deveria rezar mais, não pensar em nada negativo e procurar ter mais senso de humor.
Eu fiz uma novena, imaginei cenas lindas e até passei a dar gaitadas dominicais com o Pânico. Mas não foi o suficiente, as coisas continuaram a não dar tão certo. E, claro, isso abalou o meu emocional. Então o meu namorado aconselhou-me a relaxar, afinal a minha parte eu já tinha feito.
Eu continuei rezando, imaginando cenas lindas, dando risadas com comediantes e relaxei saindo com os meus amigos. As coisas começaram a melhorar, mas não completamente. Eu fiz algumas viagens, tive bons momentos, tive reconhecimento profissional, mas aquele nó não desatou. E, por vezes, eu desatei a chorar. Meu namorado aconselhou-me a procurar uma psicóloga, afinal equilíbrio é fundamental em toda e qualquer situação.
Eu procurei o meu equilíbrio e continuei dando o meu melhor. Mas o meu melhor não foi o suficiente e eu fiquei triste. Meu namorado disse que eu não poderia desanimar, mandou-me tomar um banho de sal grosso e procurar uma benzedeira. Ter sorte é fundamental em toda e qualquer situação.
Depois de muitos conselhos, histórias enroladas, as coisas finalmente estão tomando um rumo. Ainda não sei qual, mas espero que seja o melhor para mim. E só para finalizar: o meu namorado virou ex-namorado e por não termos perdido o contato e a mania de sorrir quando todas as coisas estão dando atravessadas para mim, ele virou meu amigo. Afinal ter alguém para contar as merdas é fundamental em toda e qualquer situação.
Maldito encosto do Codó!
Um comentário:
kkkkkk, realmente é de suma importacia!
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