domingo, agosto 22, 2010

Era domingo. Fiquei em casa trabalhando no meu novo projeto. Procurei não pensar em outras coisas, mas foi em vão. Fui almoçar na casa do tio. A comida quase não descia. As sobrinhas brincando e brigando. A zoada da família. A cara mais cansada era a minha. Olheiras e vestígios de noites mal dormidas. Resolvi voltar para casa. Enquanto a minha mãe tossia e tossia e tossia, eu batia cabeça com uns termos técnicos de uma área que não é a minha. Ele poderia me ajudar, mas não me ajudaria. Se eu tivesse dito "mesma sintonia" eu estaria me enganando, mas eu disse "sintonia diferente" e não me enganei, só fiquei decepcionada como das outras vezes.

Se a decepção é um problema, sem ser necessariamente o problema, a situação está completamente resolvida. E nem preciso de analogias, não perderei o meu tempo com teorias ridículas. Eu só espero que ele tenha deixado de lado todas aquelas idéias e que sofra, todos os dias, com a Síndrome do Cara que Poderia Ser, Mas Não Foi. Pela terceira e última vez.

3 comentários:

Jessica Lia disse...

fica bem...

tou na torcida!!!

=**

Seu barriga disse...

Ja dizia seu Madruga: A vingança nunca é plena...

Rifado em par e impar disse...

E se não precisássemos do tempo, para que ele não nos lembrasse de olhar dois segundos adiante? E se não precisássemos enxergar o que passou? E se nossos caminhos fossem juntos? E se só precisássemos olhar para o lado? E se a vida não fosse tão longa ou curta? Se fosse exata? E se nem precisássemos medir milímetros de consequências? E se não precisássemos de certezas, teorias e ruídos? E se fosse agora?